quinta-feira, 5 de abril de 2007

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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Calouro quase morre na Barra

Início do ano letivo, a cena é comum: jovens universitários, todos sujos de tinta, pedindo dinheiro pelas ruas. Qual o perigo disso? À princípio nenhum. Até que dois homens armados achem que é um assalto.

Foi assim que hoje às 18:10 na Av. das Américas em frente ao Centro Empresarial do Barra Shopping, um jovem universitário quase perdeu a vida. Dois homens viram o rapaz abordando o motorista de um Audi prateado e foram tomar providências. Ele acompanhava o veículo pedindo dinheiro. De longe, os homens interpretaram errado o que viram. Eles desceram do carro em que estavam e apontaram suas armas para o rapaz que, desesperado, levantou as mãos e disse que não era assaltante. O rapaz saiu correndo, quase foi atropelado, e ainda levou um chute do homem antes de escapar. Os dois "xerifes" voltaram para o carro e sairam em disparada.

Esses homens, talvez policiais à paisana, quase assassinaram um rapaz e ainda alarmaram diversos motoristas e pedestres no local. O estresse e as constantes notícias de assalto podem ter sido os motivos que levaram-nos a agir dessa forma. Não há como afimar ao certo, mas fica a lição: não se pode, nem de longe, se parecer com assaltante (seja lá que imagem ele venha a ter na cabeça das pessoas). Também é bom não chegar muito perto de desconhecidos e, se for pedir dinheiro, peça de longe.

Para os que forem dar trote nos calouros é bom lembrá-los desse episódio. Não é vontade de ninguém que essa brincadeira universitária vire notícia da seção policial.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Trânsito e tempo no Rio

Quarta-feira, 07 de Fevereiro de 2006, tempo abafado no Rio. Se Janeiro não teve cara de verão esse mês tem, não só cara, mas também corpo. Às 09:25 da manhã, o termômetro situado na Av. Ayrton Senna, em frente ao Via Parque, marcava 35 graus. O trânsito era lento. Na Av. das Américas houve uma pequena melhora.

Porém, um acidente em frente à concessionária Eurobarra congestionou a pista que vai em direção à Zona Sul. Uma kombi branca bateu atrás de um celta preto, os donos dos carros discutiam no local, a polícia ainda não havia chegado. Não houve feridos.

O trânsito pela orla continuou intenso. Na Av. Atlântica o motivos da lentidão era o egoísmo: 4 retenções ao longo da pista, desde o Forte de Copacabana até o Hotel Meridien, no sentido Centro. Próximo ao forte, uma caminhonete tipo Ranger preta estava estacionada tranquilamente ao lado de um quiosque, mais adiante, uma Saveiro branca da empresa Arteneve também descansava, em frente ao Pestana Rio Atlântica. Um caminhão preto e uma máquina de perfurar a terra também paravam à frente, mas estes para obras. Por fim, uma kombi branca (outra!) e um caminhão vermelho estavam estacionados em frente ao Copacabana Palace, alguns homens tiravam caixas de som e fios de dentro do carro.

Se tem alguém que deseja atravessar Copacabana de carro ou ônibus, isso não interessa aos referidos motoristas. O que impera é a lei do F...: ele já chegou onde quer, os outros que se danem.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Novo rumo do blog

Quero agradecer o apoio de todos aqueles que visitam ou ja visitaram o meu blog. Amigos, colegas de trabalho, parentes, conhecidos. É muito importante a força que vocês me dão prestigiando, elogiando e até mesmo criticando o meu trabalho.
Daqui para frente tentarei postar acontecimentos mais triviais do Rio de Janeiro, sempre tentando dar um enfoque diferente daquele dado pelos grandes veículos, as análises e perfis vão continuar.
Colocarei fotos para aqueles que gostam. Eu ia fazer um comentário maldoso a respeito disso, mas me peguei hoje lendo uma matéria sem ter outro motivo a não ser o de ter gostado da foto que estava ao lado. Então - se os assaltantes do Rio assim o permitirem - tirarei fotos de cenas do rio (espero que sejam boas!) para colocar no blog.Tenho muito mais coisas para escrever, vários assuntos me passam pela cabeça, mas tem temas que precisam de mais calma para serem trabalhados.

Ontem me perguntaram se eu ganhava dinheiro com isso (o blog) eu disse que não, mas que me realizo. Por hora me parece suficiente. Uma amiga me mostrou o seu blog depois que viu o meu (ela nunca nem havia falado que tinha um), outra adorou disse-me para continuar escrevendo; outra, essa foi engraçada, disse que foi surpreendida porque não achava que eu "fosse tão inteligente" - eu ri bastante. Enfim, eu gosto disso: de contar, de falar, de ser ouvido, de ser lembrado; e isso tá acontecendo. Se por hora estou um pouco afastado de meus amigos em função das férias na faculdade, sinto-me próximo por estar contando, estar extravasando minhas impressões do mundo através desse meio e tendo um público (mesmo que bastante reduzido).
Muito obrigado mesmo.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Mais uma vez na Brasil

Quinta-feira, primeiro de fevereiro de 2007, já são 18:40 mas ainda está claro, de longe se vê cerca de meia duzia de pessoas debruçadas na passarela olhando atentamente alguma coisa na rua. São os homens do Corpo de bombeiros retirando uma pessoa de dentro de uma van branca. Estão na pista que vai em direção ao centro da cidade. Não muito distante do cemitério do caju e antes de passar pela Fiocruz para quem vai em direção à Linha Amarela. Ali estão eles, socorrendo a(s) pessoa(s) e lá em cima estão elas: urubuzando o seu trabalho. Acabou? Ouve-se um barulho. Motos com problemas de escapamento? Não. O homem que está na minha frente anuncia: é tiro. Os homens que socorriam se tornam vítimas, escondem-se atrás da porta da frente da van. As pessoas, dentro do ônibus em que eu estava, abaixam-se também, mesmo estando a duas pistas de distância.
O nosso veículo anda, levantamos. Voltamos à vida normal. Será? Temos mesmo que nos acostumar com tiros, brigas e sangue no nosso trajeto de ida e volta do trabalho?
A pobreza continua lá. Nós passamos. Em vias expressas, avenidas brasis, sejam elas amarelas ou vermelhas. Se arriscar um olhar para o lado, um que não seja assim muito distraído, poderá ver pessoas vivendo em paupérrimas condições. Ou será que alguém imagina uma boa vida por trás daquelas casinhas de tijolos, mal-feitas e mal-acabadas?
Mas enfim, a vida andou, todos seguiram em frente, eles que ficaram lá, no meio dos tiros.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Lapa é pura diversão

Domingo, já escurece, mas as pessoas ainda não estão dormindo na Lapa. Uma roda de candomblé parece animada, e ali perto aglomeram-se cada vez mais pessoas à espera do show. À direita, vê-se o Melzinho da Lapa – uma barraca vendendo uma espécie de bebida alcoólica dentro de sacolas plásticas finas e compridas (meio difícil de explicar) – uma bandeira preta traz o referido slogan, e, abaixo dezenas de “melzinhos” estão expostos. No palco vemos outra bandeira – esta maior – trazendo o nome do patrocinador: Eletrobrás. Os ambulantes aumentam de quantidade. Velhas caixas de isopor trazem água, cerveja, refrigerante. É preciso andar com cuidado para não tropeçar nos diversos carrinhos que trazem essas caixas. Entre os vendedores, vemos os outros meros consumidores, pelo menos na dada ocasião; jovens, não tão jovens, morenos, brancos, um casal peculiar: uma dinamarquesa loira de olhos azuis e um mulato dançarino (ou seria jogador, ou quem sabe praticante) de capoeira. Ela samba e diz, em português, que seu samba é favelado. Vai la saber o que ela entenda que seja favelado. Com os dedinhos para o alto ela dança como nós, brasileiros, fazemos quando queremos ridicularizar os estrangeiros. Mas o que ela estava dançando? Ah, sim, era ao som de Martinho da Vila, com um sambinha tão gostoso e simples. Brigas? Não vi. Será que a música influencia? Por que será que em festas com músicas mais agitadas, as pessoas...., digamos que, se acariciam de maneira não muito delicada?
Na seqüência, Beth Carvalho. Surge vestida com um lençol rosa com lantejoulas de mesma cor na altura do peito. Cabelo vermelho, abre os braços para a platéia. Começa a cantar e agrada igualmente. No meio da multidão um casal se beija. Normal, não? Exceto pelo fato de que se tratava de dois rapazes. As pessoas ao redor não atiram pedras, não agridem. Alguns reclamam mas tudo segue em paz.
Porém não é tão pacífico manter-se afastado das guerras se você se aventurar a comer numa das barraquinhas. Seu estômago, intestino e tudo o mais que possa fazer parte do sistema digestivo não lhe perdoarão. Tente o bar-restaurante de esquina, caro, sujo e de péssimo serviço. Mas, melhor que passar fome, ou passar mal. Os garçons te atendem rápido se você não ficar em dúvida, e nem se indagar pelo elevado preço dos pratos. Ah, e também se não houver nenhum bicheiro de blusa aberta acompanhado de garotas mal-vestidas, exibindo de forma grotesca seus proeminentes seios.
Certo. Já foi para o show, já bebeu, conseguiu se alimentar (mal), agora só falta ir pra casa. Começa a chover, o povo não desanima. Duas horas da manhã de domingo, amanhã é segunda, eu acho. Será que eles não trabalham? Vai ver trabalham tarde, ou tem muita disposição, quem sabe ainda não precisem trabalhar.... hum... acho que não.... talvez estejam procurando emprego ou sejam autônomos. Enfim, o fato é que estão lá. A chuva cai, com força. No ponto de ônibus, observa-se uma proposta inusitada: uma travesti gorda sentada pergunta a um rapaz negro o que ganharia em troca se fizesse algo que ele queria. Como se ele não respondesse, ela complementa: um sanduíche? Vai me dar um sanduíche?

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Férias Frustradas

Sol, praia, curtição. É isso que os jovens esperam encontrar indo para Porto Seguro. Mas não é o que acontece. Mais um acidente envolveu pessoas que viajavam para essa cidade. http://www.clicabrasilia.com.br/portal/noticia.php?IdNoticia=21876 Que tipo de (suposta) diversão estas pessoas estão buscando? Por que tantas tragédias?
Vale a pena conferir a notícia "Turismo de formatura - Ressaca para a vida toda?" de Cristina Maria Mira, veiculada na edição online da revista Caros Amigos - http://carosamigos.terra.com.br/.